Asparagus Rock. Contra a Corrente. Catálogo da exposição. Oferta especial: As primeiras 10 unidades!!!

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Desde a sua criação em 1989, na pequena cidade de Huétor Tájar, o Espárrago Rock não foi apenas um festival de música, mas um verdadeiro fenómeno cultural. Ligado desde o início à Feira Agrícola do Espargo (FADESPA), este evento surgiu como uma ousada iniciativa de um grupo de visionários liderado por Francis Cuberos e Antonio Rodríguez Vázquez. Com uma mistura de raízes locais e ambição global, o Espárrago Rock combinou música, cultura e agricultura numa fórmula que marcou um ponto de viragem na história dos festivais espanhóis.

A exposição está estruturada em diversas secções que convidam os visitantes a explorar a evolução e o impacto do festival sob múltiplas perspetivas. Os visitantes podem apreciar imagens originais, cartazes e artefactos que traçam o percurso do Espárrago Rock desde a sua conceção em Huétor Tájar até à sua expansão e consolidação em Granada. A exposição abrange o festival desde a sua primeira edição até à décima, em 1998, que seria a última em Granada antes da sua mudança definitiva para o Hipódromo de Jerez de la Frontera. Cada objeto conta uma história, desde cartazes ilustrados por artistas como Carlos Azagra, Mauro Entrialgo e Rubén Garrido até fotografias inéditas de Gracia Gámez que captam a essência das suas edições mais memoráveis. Imagens televisivas, gravações de documentários, cobertura mediática — um vasto acervo — oferece um olhar aprofundado sobre o festival.

O Espárrago Rock também se diferenciava significativamente dos megafestivais de música atuais. A sua organização não era dominada pelos interesses corporativos nem pela homogeneidade que caracteriza muitos acontecimentos contemporâneos. O festival assentava numa rede colaborativa que incluía instituições como a Universidade de Granada, que disponibilizava espaços para atividades paralelas, como mesas-redondas, mostras de filmes e conferências académicas que enriqueciam o caráter do evento. Da mesma forma, vários espaços culturais locais uniram-se, criando uma experiência única onde a música coexistia com a arte, a reflexão e a identidade de uma comunidade comprometida, tal como o próprio Espárrago Rock, com os valores que definiam o festival: a inclusão, a diversidade musical e o compromisso com causas sociais como o anti-racismo e o ambientalismo.

A exposição, com curadoria de Antonio Collados, Marisa Mancilla e Marina Hervás, apresenta uma viagem pela história e impacto de um dos festivais mais emblemáticos de Espanha, destacando o seu papel como catalisador cultural, económico e social, bem como a sua capacidade de projetar Granada e a Andaluzia no panorama internacional, transformando a cidade numa verdadeira capital cultural do rock.

O catálogo tem mais de 300 páginas e foi publicado pela Editora da Universidade de Granada, no âmbito da sua Coleção de Extensão Universitária, em colaboração com La Madraza e a Câmara Municipal de Huétor Tájar.